Últimas notícias:
Paulo Corrêa participa de convênio que prevê redução de até 20% no consumo de energia de servidores.
Arauco investe em transporte escolar e habitação para garantir crescimento sustentável de Inocência.
Polícia Militar recupera produtos furtados e prende autor durante Operação Força Total em Paranaíba.
Câmara de Paranaíba aprova projetos e indicações em prol da comunidade durante 39ª Sessão Ordinária.
Reestruturação garante retomada do MS Saúde e fortalecimento da rede de atendimentos especializados.
Presidente da Câmara busca liberação de verba para conclusão da Escola José Garcia Leal em Brasília.
Em Paranaíba, Paulo Corrêa destaca que MS é potência em energia limpa e desenvolvimento sustentável.
Consulta pública da Iagro propõe medidas para garantir sanidade avícola durante exposições e feiras.
Nova lei aumenta pena para abandono e maus-tratos contra idosos, crianças e pessoas com deficiência.
Um foragido preso pela Polícia Civil em Paranaíba marcou o desfecho de uma busca que durava 14 anos.
Salário de juízes e promotores de MS cai pela metade a partir de 1º de abril.
- Silvana Nadir Garcia Machado MTE - 103/MS
- 26/03/2026
Por: Correio do Estado
O
salário de 227 juízes estaduais e dos cerca de 235 promotores de Justiça
do Ministério Público de Mato Grosso do Sul sofrerá redução da ordem de 50% a
partir da próxima quarta-feira, dia 1º de abril. Isso significa que o salário
médio bruto dos magistratos cairá da casa dos R$ 151 mil para R$ 78,8 mil. No
caso dos promotores, os números são praticamente iguais.
A
determinação para o corte partiu do Supremo Tribunal Federal (STF), que nesta
quarta-feira (25) fixou regras salarias até que seja editada a lei nacional
prevista no artigo 37, parágrafo 11, da Constituição Federal.
Conforme
decisão do STF, o teto constitucional segue em R$ 46.366,19 e estabelece uma
organização nas folhas de pagamento, proibindo a criação de auxílios e verbas
indenizatórias sem lei federal específica aprovada pelo Congresso Nacional.
Conforme
o STF, a decisão tem caráter estrutural e será acompanhada pela
Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As novas regras começam a
valer já no mês-base de abril, impactando a remuneração a ser paga em maio.
Porém,
a decisão ainda permite parte dos chamados penduricalhos, mas a soma de todas as
vantagens não pode exceder 70% do valor do teto. Sendo assim, o máximo que um
juiz ou promotor pode receber ao final do mês é de R$ 78,8 mil, levando em
consideração o teto dos ministros do STF.
Metade do
valor (R$ 16,2 mil) que supera o teto pode ser relativo aos acréscimos por
antiguidade, que são pagos tanto para magistrados quanto para promotores de
Mato Grosso do Sul. Essa parcela de valorização por tempo na carreira (5% a
cada cinco anos) será limitada ao teto de 35 anos de exercício.
O
restante dos penduricalhos (mais R$ 16,2 mil) que seguem permitidos são
relativos a verbas indenizatórias, que são a soma de diárias, ajuda de custo
para remoção, gratificação de magistério, comarca de difícil provimento, férias
não gozadas e acúmulo de jurisdição.
Dados
do relatório Justiça em Números, divulgados em setembro do ano passado e que
são relativos a 2024, revelam que o salário médio mensal dos juízes
estaduais de Mato Grosso do Sul naquele ano foi de R$ 151,2 mil, sendo o
segundo maior do país.
Porém,
a remuneração dos magistrados mais antigos está bem acima deste valor médio. No
começo de fevereiro, por exemplo, um único magistrado recebeu R$ 281.230,88,
conforme dados do portal da transparência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso
do Sul.
Este
mesmo portal revela que ao longo do ano passado o presidente do Tribunal de
Justiça recebeu R$ 179,136,00 por mês, valor muito próximo ao da maior parte
dos 37 integrantes da cúpula dos judiciário estadual. Para estes, portanto, a
decisão do STF deve provocar redução imediata de quase 60% nos
salários.
No
caso do Ministério Público a situação é parecida. Embora o MPMS não divulgue
nomes, no começo de março o ocupante do 21ª procuradoria, por exemplo, apareceu
com rendimentos que somaram R$ 261,5 mil. Ele foi um dos primeiros colocados,
mas os demais 36 procuradores de Justiça tiveram vencimentos próximos a
este.
Conforme
dados do portal da transparência relativos ao último salário dos membros ativos
do Ministério Público, a folha de pagamento relativa a fevereiro somou R$ 39,3
milhões. Deste montante, apenas R$ 9,13 milhões foram relativos ao chamado
salário-base, que não sofrerá alteração, por enquanto.
Os
outros R$ 30 milhões são relativos aos chamados penduricalhos. E, como a
decisão do STF está permitindo a manutenção de parcela destes ganhos extras, um
cálculo aproximado feito pela reportagem do Correio do Estado aponta para uma
economia de pelo menos R$ 21 milhões mensais para os cofres
públicos.
Isso
significa cerca de R$ 250 milhões por ano. E, levando em consideração que os
números no Tribunal de Justiça são parecidos, a administração pública em Mato
Grosso do Sul pode ter um enxugamento na folha de pagamentos da ordem de
meio bilhão de reais somente nestas duas instituições.
Mas,
o número deve ser ainda maior. Em Mato Grosso do Sul, este teto salarial
tanto de promotores quanto dos magistrados é de R$ 41,8 mil. Então, a
princípio, os 70% que podem exceder o teto terão de ser calculados sobre este
valor.
Sendo
assim, o salário máximo de promotores e magistrados de Mato Grosso do Sul deve
ser da ordem de R$ 71 mil a partir da próxima quarta-feira, a não ser que
encontrem novas formas de driblar este teto.
Deixe uma resposta
Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *.





